
MV Bill e Celso Athayde lançaram, nesta última segunda-feira (25), o livro “Falcão – Mulheres e o Tráfico”,no Presídio Talavera Bruce – unidade prisional feminina localizada em Bangu (zona oeste do Rio). No evento, estavam presentes – além das artistas Sandra de Sá e Elke Maravilha – diversas autoridades, como o Ministro da Justiça, Tarso Genro; o secretário nacional de Segurança Pública, Antonio Carlos Biscaia; e o secretário de Administração Penitenciária, Coronel César Rubens Monteiro de Carvalho.
“Quando falamos em mudança de paradigmas nas penitenciárias, temos que prestar atenção nas mulheres e jovens. Por isso, acho importante este trabalho do MV Bill. O curso de pós-graduação da criminalidade não pode ser o cárcere” – disse o Ministro da Justiça.
A deputada federal e inspetora licenciada da Polícia Civil, Marina Maggessi, também esteve no evento e comentou o trabalho do rapper.
“Fazer com que a sociedade conheça a realidade sempre será de grande importância, pois ela se aliena, olha para as pessoas como se fossem lixo. Esses trabalhos – como o do Bill – são a única forma de reagir”, disse a deputada.
O evento foi prestigiado também pela secretária de Cultura do Estado, Adriana Rattes. Ela expôs sua visão sobre a favela citando experiências profissionais.
“Tive a oportunidade de trabalhar com comunidades de grande potencial humano, criativos, talentosos. Esse livro trabalha a auto-estima, mostrando outros caminhos de dentro para fora. Chama muito a atenção do Governo para a sociedade desfavorecida.”
Uma das presas – que esperava ansiosa pelo início do lançamento do livro – contou o que achava de poder assistir ao evento e o que isso significava para ela. Detida pelo artigo 157(Furto) já há quatro anos, Emanuele, 22 anos, disse o que pensava do livro.
“Acho que mostra a realidade. Isso impede d’a gente cometer os mesmos erros de novo” – comentou.
Antes do pronunciamento dos convidados, foi exibido um vídeo feito por jovens da Central Única das Favelas (CUFA), que mostra a violência nas comunidades. Numa espécie de debate, com espaço aberto a perguntas feitas pelas detentas, muito foi falado sobre a realidade do cárcere. O secretário de Administração Penitenciária, Coronel César Rubens Monteiro, expôs seu pensamento sobre o assunto.
“Pude observar que essas pessoas perderam o respeito (a elas). Muita coisa que conseguem é aqui dentro do presídio, em nível de saúde e etc.”
A rapper Nega Gizza também prestigiou o evento. Convidada por MV Bill para se pronunciar, ela difundiu a visão da CUFA a respeito das mulheres, citando o Maria, Maria – iniciativa da instituição voltado para projetos realizados por mulheres integrantes e parceiras das ações da Rede CUFA. O principal objetivo do Maria, Maria é criar uma rede de proposição e execução de políticas públicas para as mulheres.
Mesmo com o alvoroço das fãs, fotos e autógrafos, Sandrá de Sá – que disse ser muito amiga de Bill – falou sobre o livro; sobre a união das pessoas e sua felicidade em estar participando do evento. Ela afirmou sempre estar presente quando pode e fez até um trocadilho com uma antiga música sua.
“As pessoas têm que se unir. Não adianta ser feliz sozinho, tem que assistir a felicidade dos outros também. Temos que estar juntos, mais até que liberdade e emprego. Trazer um pouco de carinho é ‘bye-bye, tristeza’ mesmo!” – disse ela.
No fim do evento, algumas detentas apresentaram uma peça de teatro falando sobre drogas, álcool e, de um modo geral, sobre os malefícios de uma vida no crime. Em meio a uma platéia atenta, o Coral “Tribo de Judá” – composto por membros (mulheres) da igreja do presídio – cantou e contou com a ajuda das presidiárias para isso. MV Bill deu uma “canjinha” para as detentas e finalizou o bem sucedido evento.
Arte e informação dentro da cadeiaDetentas mostram seus talentos, contrariando a tristeza de estarem confinadas.
Exposições de quadros, potes feitos de artesanato em biscuit, chaveiros feitos com miçangas etc. ”Mulheres encarceradas” era o nome da exposição que recebia os convidados na entrada do Talavera Bruce. As cores radiantes, flores e desenhos alegres contradizem o fato de essas “artistas” estarem presas. Suene, 28, já há quatro anos presa, conta um pouco sobre sua arte.
“Eu já pintava antes, mas aperfeiçoei minhas técnicas aqui no presídio” – disse.
“Só isso!” é o nome do jornal criado há quatro anos por um grupo de detentas. Neste veículo de comunicação, que circula no complexo prisional e tem sido solicitado por presídios (femininos e masculinos) de todo o Brasil, elas vêm desenvolvendo um interessante trabalho, que vai da seleção de notícias à formatação do próprio jornal e já alcançou as mãos até do presidente Lula.
Mirtha, presa há oito anos, é uma das fundadoras do jornal, que atualmente é bimestral.
“É a voz do cárcere!” – disse ela
“Quando falamos em mudança de paradigmas nas penitenciárias, temos que prestar atenção nas mulheres e jovens. Por isso, acho importante este trabalho do MV Bill. O curso de pós-graduação da criminalidade não pode ser o cárcere” – disse o Ministro da Justiça.
A deputada federal e inspetora licenciada da Polícia Civil, Marina Maggessi, também esteve no evento e comentou o trabalho do rapper.
“Fazer com que a sociedade conheça a realidade sempre será de grande importância, pois ela se aliena, olha para as pessoas como se fossem lixo. Esses trabalhos – como o do Bill – são a única forma de reagir”, disse a deputada.
O evento foi prestigiado também pela secretária de Cultura do Estado, Adriana Rattes. Ela expôs sua visão sobre a favela citando experiências profissionais.
“Tive a oportunidade de trabalhar com comunidades de grande potencial humano, criativos, talentosos. Esse livro trabalha a auto-estima, mostrando outros caminhos de dentro para fora. Chama muito a atenção do Governo para a sociedade desfavorecida.”
Uma das presas – que esperava ansiosa pelo início do lançamento do livro – contou o que achava de poder assistir ao evento e o que isso significava para ela. Detida pelo artigo 157(Furto) já há quatro anos, Emanuele, 22 anos, disse o que pensava do livro.
“Acho que mostra a realidade. Isso impede d’a gente cometer os mesmos erros de novo” – comentou.
Antes do pronunciamento dos convidados, foi exibido um vídeo feito por jovens da Central Única das Favelas (CUFA), que mostra a violência nas comunidades. Numa espécie de debate, com espaço aberto a perguntas feitas pelas detentas, muito foi falado sobre a realidade do cárcere. O secretário de Administração Penitenciária, Coronel César Rubens Monteiro, expôs seu pensamento sobre o assunto.
“Pude observar que essas pessoas perderam o respeito (a elas). Muita coisa que conseguem é aqui dentro do presídio, em nível de saúde e etc.”
A rapper Nega Gizza também prestigiou o evento. Convidada por MV Bill para se pronunciar, ela difundiu a visão da CUFA a respeito das mulheres, citando o Maria, Maria – iniciativa da instituição voltado para projetos realizados por mulheres integrantes e parceiras das ações da Rede CUFA. O principal objetivo do Maria, Maria é criar uma rede de proposição e execução de políticas públicas para as mulheres.
Mesmo com o alvoroço das fãs, fotos e autógrafos, Sandrá de Sá – que disse ser muito amiga de Bill – falou sobre o livro; sobre a união das pessoas e sua felicidade em estar participando do evento. Ela afirmou sempre estar presente quando pode e fez até um trocadilho com uma antiga música sua.
“As pessoas têm que se unir. Não adianta ser feliz sozinho, tem que assistir a felicidade dos outros também. Temos que estar juntos, mais até que liberdade e emprego. Trazer um pouco de carinho é ‘bye-bye, tristeza’ mesmo!” – disse ela.
No fim do evento, algumas detentas apresentaram uma peça de teatro falando sobre drogas, álcool e, de um modo geral, sobre os malefícios de uma vida no crime. Em meio a uma platéia atenta, o Coral “Tribo de Judá” – composto por membros (mulheres) da igreja do presídio – cantou e contou com a ajuda das presidiárias para isso. MV Bill deu uma “canjinha” para as detentas e finalizou o bem sucedido evento.
Arte e informação dentro da cadeiaDetentas mostram seus talentos, contrariando a tristeza de estarem confinadas.
Exposições de quadros, potes feitos de artesanato em biscuit, chaveiros feitos com miçangas etc. ”Mulheres encarceradas” era o nome da exposição que recebia os convidados na entrada do Talavera Bruce. As cores radiantes, flores e desenhos alegres contradizem o fato de essas “artistas” estarem presas. Suene, 28, já há quatro anos presa, conta um pouco sobre sua arte.
“Eu já pintava antes, mas aperfeiçoei minhas técnicas aqui no presídio” – disse.
“Só isso!” é o nome do jornal criado há quatro anos por um grupo de detentas. Neste veículo de comunicação, que circula no complexo prisional e tem sido solicitado por presídios (femininos e masculinos) de todo o Brasil, elas vêm desenvolvendo um interessante trabalho, que vai da seleção de notícias à formatação do próprio jornal e já alcançou as mãos até do presidente Lula.
Mirtha, presa há oito anos, é uma das fundadoras do jornal, que atualmente é bimestral.
“É a voz do cárcere!” – disse ela

2 comentários:
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